Música: Mastodon – Leviathan (2004)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Sludge Metal, Heavy Metal, Hardcore, Metal Progressivo, Rock Progressivo
Gravadora: Relapse Records

O Mastodon talvez seja a banda mais notável do movimento (paga pau dos ingleses) New Wave Of American Heavy Metal. A banda mistura com maestria o Heavy Metal com principalmente o Hardcore, Sludge Metal, Rock e Metal Progressivo. A banda na época formada por Troy Sanders (vocal, baixo), Brann Dailor (Bateria), Bill Kelliher (guitarra) e Brent Hinds (vocal, guitarra) trazia em 2004, com seu estilo único, talvez o melhor CD do ano.

O álbum é conceitual, tem como tema o romance clássico Moby-Dick, uma grande baleia feroz e seus confrontos com os humanos, nesse caso especificamente com Ahab. A história é muito bem contata, com cada música levando um ponto de vista e mostra como o Mastodon também manda bem na parte lírica. A capa é espetacular, com uma arte gráfica que me encantou quando vi. No primeiro álbum (Remission, de 2002, excelente estréia), a banda usou como tema base o fogo. E continuou tratando dos quatro elementos (fogo, terra, água e ar) em cada um dos seus primeiros quatro álbuns. Nesse disco, o tema base foi a água, usado de maneira surpriendente.

O vocalista principal (Troy Sanders) tem um jeito único de cantar. Sua voz é sempre agressiva, mas sempre alternando entre os vocais “limpos” e “ásperos”, aonde sua voz se torna extremamente empolgante. Brent também auxília muito com isso também, seguindo a mesma linha vocal. Instrumentalmente, a banda também é excelente. O que mais me impressionou foi o baterista Brann Dailor. O cara traz uma agressividade para as músicas como nunca fez antes (e não fez mais até hoje) que combinam perfeitamente com o tema da agressividade dor mar e da Moby-Dick. Mas isso não ofusca Brann, Bill e Troy, pelo contrário, cria uma harmonia muito agradável. E os riffs? É sentar, escutar e sentir o prazer de ouvir algo assim.

A primeira faixa, Blood And Thunder, mostra a visão da Moby-Dick, que não nenhum humano conseguirá nada contra ela. É provavelmente a faixa mais empolgante do álbum. O refrão”White Whale – Holy Grail” provalmente vai ficar um bom tempo grudado na sua cabeça. O início faz qualquer um querer “banguear”. Destaque para os riffs empolgantes dessa faixa. Troy também destrói, tanto no baixo como principalmente nos seus vocais agressivos. É a música que mais recomendo pra se conhecer a banda. A próxima é a I Am Ahab, com início de mais uma vez empolgante, riffs incrívelmente bem feitos e o Dailor dando show na bateria, e isso se leva por todo o disco. A música fala de Ahab, o navegador inimigo de Moby-Dick, que mostra como o mar é sedutor e tentador.

A próxima é Seabeast, provavelmente a minha favorita do CD. Seu início é monótomo (pelo menos se comparado com o resto do CD) até que começa uma linha de guitarra que te seduz por toda a faixa, que conta sobre o primeiro confronto com a baleia. A seguinte é Island, muito pesada (provalmente a mais pesada), com um excelente solo e Troy berrando, e muito. Conta a tentativa dos navegadores tentarem chegar em uma ilha para se salvarem. A próxima é Iron Trusk, que conta o ataque efetivo à Moby-Dick. Mais uma faixa empolgante, só que com menos peso que a anterior. Mais uma vez destaque para os riffs. A sexta faixa é Megalodon, que segue a mesma linha de Seabeast, até Brann detonar e deixar a música muito pesada. Ela fala de visão grotesca que os humanos tinham de um ser como a Moby-Dick. A próxima é Naked Burn, que fala sobre fé e da tentativa de se salvar em certa parte do confronto com a baleia. Destaque aqui para os vocais limpos da dupla de Troy e Brent.

A oitava é Aqua Dementia, onde se distacam os vocais urrados e a influência hardcore. Destruição é o tema dessa vez. A penútima é Hearts Alive, que finaliza a história contando o desespero após o confronto, aonde todos acabam se afogando. A faixa é mais tranquila se comparada com o resto do disco instrumentalmente, já que vocalmente Troy continua variando seu lado mais calmo com o mais agressivo. Para finalizar o disco, vem a bela instrumental Joseph Merrick. Para que não sabe, Joseph Merrick é o nome do homem que teve uma doença grave e acabou ficando famoso como o homem elefante (ligação com Mastodon, já que Mastodon era o nome dos elefantes pré-históricos, antes mesmo de serem chamados de Mastodontes). Essa faixa merecia um belo acústico, de tão bela e bem composto que é. Se você não é fã de música pesada, e sim quer escutar algo belo, essa é a sua faixa.

Para aqueles que reclamam que o rock e o metal morreram, que não tem nada de tão interessante hoje em dia, bandas como o Mastodon, Opeth, Alter Bridge, Edguy, System Of A Down e Rival Sons dão um gancho em quem fala algo assim. O Mastodon é uma das bandas mais criativas e únicas do metal hoje em dia, e o Leviathan, com todas as suas excelente músicas, pelo menos até hoje, é a sua obra-prima. Está no meu top 5 da última década.

Nota: 98/100

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Dream Theater no Brasil em agosto!

O Dream Theater anunciou em seu site oficial várias datas de sua turnê na américa do sul e central, passando por Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Colombia, Chile, Argentina e Brasil. Mas a surpresa fica que serão três show na Argentina… E cinco no Brasil! A banda tocará no Credicard Hall em São Paulo (26/08), Citibank Hall no Rio de Janeiro (30/09), Pepsi On Stage em Porto Alegre (24/08), Chevrolet Hall em Belo Horizonte (29/08) e no Ulysses Guimarães em Brasília (01/09). Agora o importante é ficar esperto para quando os ingressos saírem, porque não devem demorar muito para se esgotarem. Não sei se terei como ir, mas me esforçarei muito para isso. Pena que não verei Mike Portnoy, que com certeza era a grande figura da banda, mas acho que Mike Mangini pode suprir todos os fãs muito bem. Grande época do ano será essa, shows do Dream Theater, Scorpions, Megadeth, G3, e provavelmente os shows do Evanescence e Nightwish serão nessa época! Somente um problema… de onde arranjarei dinheiro para tantos shows? Dilema…

Dream Theater – Build Me Up And Break Me Down: