Música: Fozzy – All That Remains (2005)

Origem: Estados Unidos
Gênero: Heavy Metal, Metal Alternativo, Hard Rock
Gravadora: Ash

O Fozzy é uma banda muito talentosa e demonstrou isso com esse CD. A “cozinha” aqui é boa, o baixista Sean Delson não se destaca mas cumpre bem seu papel. Já o baterista Frank Fontsere se mostrou excelente. Os guitarristas são ótimos, principalmente Rich Ward, que fez excelentes melodias para o CD. Mas o destaque aqui sem dúvidas é Chris Jericho. O cara luta, dança, canta, é um verdadeiro entretenimento! E cantando é muito bem, tem uma ótima interpretação de cada música e uma voz única, além de escrever boas letras (ele escreveu as letras de todas as músicas do CD).

O CD começa com uma baita de um porrada: “Nameless Faceless”, a segunda mais pesada do disco. A música começa com algumas leves batidas e alguns acordes, até explodir a bateria de Frank Fontsere e junto com uma bela levada de Rich Ward e Mike Martin nas guitarras. Sem dúvida um início dificil fazer qualquer fã de Heavy Metal não “banguear”. Após alguns poucos segundos, entra Chris Jericho nos vocais e a música deixa de ser tão pesada, mas não se engane, ela continua pesada, e volta a ficar tão pesada quanto o início em vários momentos, principalmente nos solos insanos onde a dupla de guitarristas simplesmente detona. Nessa música temos a participação especial do excelente Myles Kennedy (vocalista do Alter Bridge), pena que aqui ele apenas segue Jericho em alguns momentos, tendo sua voz escondida quase que totalmente. Parece apenas que é apenas a segunda voz gravada por Chris mesmo, tanto que se não prestar muita atenção, nem vão reparar na presença de Kennedy. Dentre os destaques, a força que Jericho traz em sua voz em alguns momentos da música, os riffs insanos e principalmente o baterista Frank que eleva o nível da música. Outra coisa importante a se destacar é a letra, que fala sobre a podridão humana, de maneira excelente. Excelente abertura para o CD.

Em seguida, temos a música que mais chega perto do comercial, “Enemy”. Sabe aquele seu amigo do qual você gostava e confiava muito, e ele simplesmente muda? A música é sobre isso, perfeita para cantar pra qualquer caso de amizade decepcionante. A música é ótima, todos os instrumentos na medida certa. Aqui Jericho simplesmente detona, empolga e mostra sua ótima capacidade vocal. O clipe (o único que achei até hoje do Fozzy) é divertido e interessante, vale a pena ser conferido. A próxima é a minha favorita do CD, “Wanderlust”. Começa com um grito que lembra distantemente um gutural (bem distantemente…). Depois disso temos um excelente clima monótomo até Jericho voltar, e fazer um refrão excelente (I just can’t get away from yesterday/But I keep on living the wanderer’s way/And over and over I start anew/But I can’t escape the thoughts of you), além de ser totalmente pegajoso. Frank está novamente excelente aqui. O excelente guitarrista Zakk Wylde (Black Label Society, ex-Ozzy Osbourne) faz uma participação nessa música, fazendo um ótimo solo. A letra fala sobre a vida na estrada, que acabada deixando alguém importante para traz. Claramente é um citação a vida na estrada de Chris Jericho com a WWE.

A quarta música é a que dá título ao álbum, “All That Remains”. Depois de uma música bem na levada Heavy Metal, e duas que levam para um lado mais comercial, “All That Remains” dá uma baita de uma quebrada no ritmo do disco. Provavelmente propositalmente, a voz de Jericho aqui soa abafada e escondida. A melodia dessa música é longa e lenta, passando certa tranquilidade, tirando o refrão e o solo. E o solo com certeza é o destaque nessa música tão “morna”. Se “Wanderlust” fala de alguém que ficou para trás, “All That Remains” é sobre tudo o que ficou pra trás com a vida na estrada, e as suas consequências. O som aqui é a mais adequada para essa letra. A próxima é “The Test”. A letra fala sobre um momento de mudanças e sobre decisões importantes. No início estranhamente Jericho canta como se estivesse em alguma tentiva de fazer algumas rimas como algo parecido com um rapper. Aqui o peso do CD volta. Aqui os guitarristas mostram bom serviço, não com belos solos, e sim como uma excelente levada em toda a música, principalmente enquanto enquanto “This is only in a test” aparece. É muito dificil não se sentir um pouco robotizado e querer ficar cantando junto com essa parte.

A próxima é “It´s A Lie”. Se na música anterior, haviam alguns toques de rap em partes do vocal de Jericho, aqui temos realmente um rapper (Bone Crusher) fazendo participação especial. O resultado pode até agradar alguns, mas o resultado não saiu dos melhores. Tinhamos no início um CD de Heavy Metal e no meio uma música que parece o Limp Bizkit mais pesado. Música dispensável. A próxima é “Daze Of The Weak”. A música faz retorno do peso no CD, mas não anima muito. O refrão e as guitarras aqui até que são atrativas, mas a música é muito irregular, muito atrativa em alguns momentos, fraca em outros. Mas Frank aqui faz a música soar bem melhor. “The Way I Am” é a próxima e conta com a participação do também excelente Mark Tremonti (guitarrista do Alter Bridge, ex-Creed). Aqui temos uma música bem mais monótoma que a anterior, mas superior. Aqui Rich, Martin e Frank nos mostram que também podem fazer ótimas músicas, sendo elas mais calmas. O grande ponto da música é o solo insano de Mark Tremonti (o melhor do CD).

A próxima é “Lazarus”. A letra é provavelmente a mais triste do CD, fala sobre sofrimentos e Jericho faz uma incrível interpretação da letra. Mais um ponto positivo para ele. Seus primeiros acordes lembrar com um pouco dos tradicionais de Synyster Gates (Avenged Sevenfold), e eles se repetem em alguns momentos da música. Excelente música, novamente os intrumentais estão ótimos e nós trazem a música mais profunda do CD (talvez a melhor). A última é “Born Of Anger”, mais uma quebrada totalmente de ritmo no disco. Ela é muito pesada, com bateria insana enquanto Jericho simplesmente cospe toda a letra, até um momento que temos quase um gutural por Marty Friedman. Depois temos alguns acordes interessantes de guitarra de ótimo nível, com Jericho voltando a cantar normalmente, um solo excelente, até temos o peso de antes de volta. A música vai se acalmando aos poucos depois disso até acabar. Boa música, mas a parte mais pesada não convenceu muito.

O CD tem ótimas músicas, que realmente mostram que a banda é muito boa. Mas alguns deslizes deixam o nível do CD menor. As primeiras 4 músicas dão um ótimo nível, mas depois delas algumas coisas atrapalham. It´s A Lie poderia ter sido retirada do CD, mesmo sendo o tipo de música que os fãs de Linkin Park e Limp Bizkit possam gostar. Além disso, alguns momentos de “The Test”, “The Daze Of The Weak” e “Born Of Anger” poderiam ter sido melhorados. Outra coisa é o como algumas músicas quebraram totalmente o ritmo do CD. Mas tirando isso, temos um ótimo CD aqui, recomendado!

Nota: 75/100

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My Top: As 10 melhores vocalistas do Metal

Ser bonita parece ser requisito para ser vocalista no metal, a quantidade de belas mulheres liderando um bando de marmanjo é impressionante. Mas o que importa (aqui pelo menos) é o quanto elas cantam. Pensei, analisei e fiz minha lista das 10 melhores vocalistas do metal:

 

10 – Sonya Scarlet (Theatres Des Vampires)

A estranha vocalista do Theatres Des Vampires é única, isso é uma certeza. Liderando a banda italiana Theatres Des Vampires, que prima por um som parecido com o metal gótico, direcionado aos temas vampiristicos. Ao vivo, ela faz um festival de loucuras, como se cortar e dar seu sangue para algum fã tomar. Por mais estranho que isso seja, isso não tira sua qualidade vocal, com uma voz que soa rouca e poderosa ao mesmo tempo. Sonya faz uma incrível interpretação de cada música que canta.

 

9 – Lisa Middelhauve (ex-Xandria)
O Xandria teve Lisa como vocalista por vários anos, até sua saída em 2008, alegando problemas pessoais. Mas nesses anos, ela marcou a banda com seu vocal forte, técnico e belo ao mesmo tempo, tendo um pouco de cada elemento das vocalistas desse top 10, sendo um “pacote completo” sensacional. Além de tudo, tinha uma interpretação notável de todas as suas músicas. Ao vivo, Lisa canta muito. Apesar do Xandria ter agora outra vocalista sensacional, aquela sensação que Middlehauve faz falta é inevitável. Aparentemente irá lançar material solo ano que vem.

 

8 – Dani Nolden (Shadowside)

Essa representa o Brasil! E a única que representa o Heavy Metal nessa lista também. Além de linda, Dani é dona de uma das vozes mais fortes do metal, em alguns momentos chegando a parecer que é um homem cantando (mas bem longe do gutural que a Angela Gossow faz, ainda bem). Sua performance ao vivo também é impressionante, mantendo o nível do estúdio. Além de tudo, ela é extremente inteligente e faz comentários diferenciados, deixando caras metidos a entendidos de política como o Dave Mustaine no chinelo.

 

7 – Anette Olzon (Nightwish)

O que a Anette sofre de preconceito por estar no antigo posto da Tarja Turunen no Nightwish não é brincadeira. Não foi à toa que ela não sentia confortável no início e tinha medo de não ser aceita pelos fãs da banda finlandesa, resultando em uma participação mais do que satisfatória em Dark Passion Play, conquistando boa parte dos fãs da banda. Mas foi em Imaginaerum que ela soltou e ficou confortáve, mostrando toda sua versatilidade e interepretação, surpriendendo os próprios membros da banda, mostrando que ela não está na banda para tentar suprimir a falta da Tarja e sim dar novas possibilidades à banda que não teriam como conseguir com a antiga vocalista. Seu ponto fraco é que ao vivo ela rende bem, mas fica aquela sensação de que poderia ser melhor.

 

6 – Cristina Scabbia (Lacuna Coil)

Se fosse para disputar o título da mais bela vocalista do metal, provavelmente Scabbia estaria disputando o título com Sharon Den Adel e Simone Simons, provavelmente vencendo. Mas não apenas de beleza que vive a italiana, longe disso. Junto com Andrea Ferro (o outro vocalista do Lacuna Coil), faz duetos que tornaram o grupo a mais famosa banda de metal da Itália. Tem uma voz única, bela, que pode ser agressiva também, atingindo notas altas mas sem atravessar seu limite. Nunca. Ao vivo as vezes chega a se superar no estúdio. Mas seu grande ponto forte é não parar de evoluir, tanto que em seu último CD (Dark Adrenaline) ela criou variações em sua voz que no mínimo foram muito surpriendentes.

5 – Simone Simons (Epica)

Simone Simons é fã de Tarja Turunen e se inspirou na mesma para começar a cantar. Apesar de não ter chegado ainda ao nível de Turunen (e nem deve chegar), Simons evoluiu tremendamente ao longo dos anos com o Epica, a banda mais pesada que aparece por aqui. Segue um vocal para o estilo clássico, mas com várias variações, o que junto de sua beleza, ser ruiva e um par de seios matadores, a tornaram uma “semi-deusa” do metal. Ao vivo, antigamente ela não conseguia alcançar as notas mais altas que fazia em estúdio. Como disse antes, ela evoluiu muito e hoje sua apresentação ao vivo é quase impecável.

 

4 – Manuela Kraller (Xandria)

Até 2008, os alemães do Xandria contavam com a fantástica Lisa Middelhauve nos vocais, até que a mesma deixou a banda por motivos pessoais. Assim, Manuela entrou em seu lugar, e fez mais com a banda do que Lisa fez anos. Nada contra Lisa, pelo contrário, mas logo em seu primeiro disco com o Xandria (Neverworld’s End), Kraller levou a banda a fazer um disco que bate de frente com qualquer um do Nightwish. Sua voz segue o estilo clássico, como Tarja Turunen, tendo uma voz extremente forte e técnica.

 

3 – Sharon Den Adel (Within Temptation)

Se a maioria das vocalistas dessa lista primam por serem agressiva ou apostarem no estilo clássico, Sharon vai para um lado totalmente diferente. A holandesa líder do Within Temptation tem uma voz “doce” e suave, sendo uma das vozes mais belas que já ouvi não só no metal, mas na música em geral. Mas não se engane, Den Adel pode ser bem agressiva quando quer, músicas como The Howling, Stand My Ground e Ice Queen provam isso. Ao vivo, Den Adel é um espetáculo à parte, não apenas por seu nível altíssimo como também por sua extrema simpatia.

 

2 – Floor Jansen (ReVamp, ex-After Forever)

Matadora. Isso é o que pode ser definido para Floor Jansen. A vocalista que ficou famosa com o After Forever e hoje está com ReVamp, é um espetáculo do que se trata em trabalho vocal. Ela é como uma Dani Nolden, só que muito mais evoluida, com uma voz extremamente forte, com agudos absurdos. Não é qualquer uma que canta um clássico como The Evil That Men Do do Iron Maiden melhor que Bruce Dickinson. Além de de tudo, a mulher tem 1,84m de altura, e abusa do salto alto! Atualmente está afastada dos palcos por esgotamento nervoso, depois de se forçar ao extremo em turnês por muito tempo, e vem se recuperando há um bom tempo.

 

1 – Tarja Turunen (Harus, ex-Nightiwsh, solo)

Tarja tem provavelmente os fãs mais chatos e loucos já vistos. Só canta dentro do seu estilo e não tem noção como lidar em outras situações, como por exemplo quando se aprensetou com o Scorpions e acabou com a música tocada (The Good Die Young). Ainda assim, pode-se arranjar os defeitos que forem, não importa o que ela fez que causou sua saída do Nightwish, o que faz ou deixa de fazer da vida, a voz da finlandesa é quase sobre-humana. O poder da sua voz é absoluto e sua técnica vocal é maravilhosa, e ainda não para de fazer aulas de canto para evoluir. No Nightwish, mesmo com um extremamente talentoso Toumas Holopainen em ação, o resto da banda acabava parecendo apenas estar em volta de Tarja, como acontece com a Amy Lee no Evanescence (só que com os americanos, é a natureza da banda). Talento e treinamento intensivo resultaram em uma vocalista clássica espetacular. Ao vivo, basta ouvir The Phanton Of The Opera, majestoso, sem mais. Não é à toa que 9 a cada 10 adolescentes mulheres à tratam como uma deusa.