My Top: Os melhores discos de 2012 (Rock/Metal) – Parte 2

40 – Lynyrd Skynyrd – Last of a Dyin’ Breed
Lynyrd Skynyrd - Last of a Dyin' BreedDepois de 4 anos do lançamento de God & Guns, o Lynyrd Skynyrd volta com mais um disco, o 12°. O disco não segue a linha musical do último disco e sim faz uma “meia volta” aos anos 70, tendo ainda um som moderno, mas sem querer ser apenas uma cópia da formação clássica. Assim, ao longo de 15 faixas, a banda traz o Hard Rock misturado com seu country, além de baladas lindas. Quando se trata de Southern Rock, o Lynyrd Skynyrd nunca decepciona. E aqui, vai além disso e surpreende.

39 – Age Of Artemis – Overcoming Limits
Age Of Artemis – Overcoming LimitsOs brasileiros aqui surpreenderam muito. Há uma tendência atual a endeusar qualquer bom lançamento nacional, mas o Age Of Artemis mostrou em seu debut sua qualidade. Tendo Edu Falaschi como produtor, tem como base um Power Metal de alta qualidade. Pode não ser nenhuma novidade dentro do som do gênero, mas o que importa é a qualidade das músicas, e nisso o nível nesse disco é muito alto.

38 – Blackberry Smoke – The Whippoorwill
Blackberry Smoke - The WhippoorwillO Blackberry Smoke é uma das melhores surpresas que apareceram no Southern Rock em muito tempo. Com personalidade e muito talento, o grupo chega ao terceiro disco, conquistando os que os escutam. Pena que são tão poucos. A banda já soa extremamente madura, cheia de elementos variados, com um alto nível constante. São músicas belas e relaxantes. Recomendado não apenas para os fãs do gênero, mas para fãs de Rock em geral.

37 – Soen – Cognitive
Soen – CognitiveO Soen chamou atenção ultimamente por ser o novo projeto do ex-baterista do Opeth, Martin Lopez, com o ex-baixista do Death e Testament, Steve DiGiorgio. Quando se escuta o som da banda, não se lembrar do Tool é muito difícil, mas o som da banda é de muito mais fácil assimilação e tão bom quanto. São faixas muito bem compostas, extremamente bem trabalhadas, com muitos elementos progressivos. Para quem escutá-lo sem tratar a banda como uma cópia do Tool, vai ter uma boa surpresa.

36 – Unisonic – Unisonic
Unisonic – UnisonicOs fãs do Helloween ficaram extremamente felizes com o anúncio do Unisonic, que é a nova banda de um dos melhores vocalistas que o Metal já ouviu, Michael Kiske com Kai Hansen, muitos já esperavam um disco de Power Metal. Isso não foi nem perto o que aconteceu. O Unisonic é uma banda de Hard Rock que em alguns momentos flerta com o Heavy Metal. Isso é um problema? Talvez alguns fiquem desapontados, mas o som gravado aqui é de alta qualidade, tanto na qualidade do som quanto das músicas em si. Não é exatamente o que os fãs esperavam, mas talvez tenha sido uma surpresa melhor ainda.

35 – Kiss – Monster
Kiss – MonsterO Kiss tem uma das bases de fãs mais chatas já vistas. O ego de uns ali é exagerado. Mas ainda assim, não há como falar mal de quando a banda acerta tanto em um disco. E o disco da vez, Monster, traz a banda, no seu 20°(!) disco, extremamente competente. A banda não inventa, apenas faz seu Rock N’Roll, só que mais pesado que vinha fazendo ultimamente. O disco é extremamente direto, é um dos seus pontos fortes.

34 – Rage – 21
Rage – 21O Rage decidiu separar-se em duas bandas, uma específica para seu lado mais clássico que era constante no seu antigo som Power Metal e o Rage em si, que agora se concentra em um Heavy Metal de alta qualidade. Muitos fãs não gostaram disso e viraram a cara pro disco, mas não deveriam, porque na verdade o disco é uma porrada. Um Heavy Metal intenso constante, quem fazem de 21 um prato cheio para qualquer fã de Heavy Metal que se preze.

33 – Katatonia – Dead End Kings
Katatonia – Dead End KingsO Katatonia definitivamente é uma das bandas mais legais do Metal nos últimos anos. No início, a banda junto com o Paradise Lost e o Anathema, foi pioneira no Gothic/Doom Metal. Mas com o passar do tempo, assim como as outras duas bandas, o Katatonia manteve seu som sombrio e tenso, mas seu som se tornou muito mais leve, apostando nos sentimentos que passa pelo clima e pelo vocalista Jonas Renkse. Aqui, a banda segue a linha musical de Night Is The New Day (2009). A diferença é que apesar dos elementos serem parecidos, esse disco é de mais difícil absorvição, mas depois de entendê-lo, se mostra tão bom quanto o anterior.

32 – Europe – Bag of Bones
Europe – Bag of BonesA banda eternamente conhecida por causa de The Final Countdown (infelizmente, só por ela), mostra aqui uma banda ainda mais pesada e intensa, assim como o disco anterior, Last Look At Eden. Só que aqui, a banda mergulha de cabeça ao som Hard Rock dos anos 70 e o resultando é gratificante. Alguns dizem qua a banda se perdeu e cedeu seu lugar ao H.E.A.T., mas pelo menos pra mim, o som da banda soa melhor do que nunca.

31 – Primal Fear – Unbreakable
Primal Fear – UnbreakableAntes de ser lançado no início do ano passado, os membros do Primal Fear prometeram que Unbreakable voltaria ao som dos primeiros discos da banda, e realmente cumpriram o que disseram. Assim, a banda deixou os experimentos de lado e faz um som cru e direto, com músicas de muita qualidade, fazendo desse lançamento mais um disco de Heavy Metal, deixando o Power Metal em segundo plano. Com os membros que tem, não poderia se esperar menos, e o disco deve fazer a alegria dos fãs do gênero.

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My Top: Os 50 melhores discos de 2012 (Rock/Metal) – Parte 1

Lembrando que a lista se limita apenas aos discos de Rock e Metal lançados ano passado, pois foram os gêneros que dei atenção. Também é importante destacar que não ouvi tudo que foi lançado, longe disso, por isso vão ter casos de discos que deveriam estar na lista mas não estão. Pretendo postar uma parte da lista por dia.

50 – Black Country Communion – Afterglow

Black Country Communion – AfterglowInfelizmente, esse parece ser o último disco desse super grupo, devido aos seus problemas internos. Pelo visto, são grandes músicos com grandes egos. Esse disco traz novamente o som anos 70 da banda, com muito bom gosto, com composições que alegram qualquer saudosista.

49 – Adrenaline Mob – Omerta

Adrenaline Mob – OmertaO Adrenaline Mob chamou atenção por ser o novo projeto em que Mike Portnoy, ex-baterista do Dream Theater mais se empenhou depois que saiu do Avenged Sevenfold. Apesar disso, nem de longe é ele quem rouba a cena aqui, quem faz isso são Russell Allen, com seu vocal poderoso em sua melhor forma (para mim ele é o vocalista mais poderoso do metal atual) e pelo guitarrista Mike Orlando, que abusa e exagera de riffs “fritados”. A banda faz um Heavy Metal direto, um pouco enjoativo depois de um tempo até, mas ainda assim, de muita qualidade.

48 – Overkill – The Electric Age

Overkill – The Eletric AgeThe Eletric Age traz a formula básica e competente do Thrash Metal oitentista em um disco de alto nível. A banda não inovou em muita coisa nesse disco, mas trouxe nele um som que deve agradar qualquer fã que quiser apenas ouvir um bom e velho Thrash Metal de qualidade.

47 – Circus Maximus – Nine

Circus Maximus - NineDesde que lançou seu primeiro disco (The 1st Chapter), o Circus Maximus tornou-se rapidamente uma banda cult do Metal Progressivo, com dois álbuns que batem de frente com vários discos com os “líderes” do gênero, Dream Theater e Symphony X. Em Nine, infelizmente, a banda não está tão inspirada como outrora, mas ainda assim lançou um ótimo disco. Ele é o mais pesado e melódico da banda, apenas não é tão bom quanto os dois anteriores.

46 – ZZ Top – La Futura
ZZ Top – La FuturaDepois de 9 anos sem lançar nenhum álbum (desde Mescalero), o ZZ Top retorna, mostrando que a espera valeu muito, mas muito a pena. Durante o disco, a banda desfila seu clássico Blues Rock que se mistura com o Hard Rock, se adequando ao som moderno, mas se afastar de suas raízes. Bandas como o ZZ Top e o Motorhead fazem praticamente o mesmo som por toda sua carreira, e isso mostra como são diferenciados, pois são poucos que conseguem fazer tanto dentro do mesmo estilo através das décadas de maneira tão especial.

45 – Rival Sons – Head Down
Rival Sons – Head DownO Rival Sons impressionou muita gente com Pressure & Time, que nos trazia um sonoridade anos 70 magnífica, só que ficava um pouco escondida atrás da clara influência do som do Led Zeppelin no som dos caras. Só que o diferencial da banda é que não apenas usam elementos dos anos 70, como tem a criatividade para dar alma às músicas. Agora com Head Down, o grupo volta menos influenciado pelo Zeppelin, e variando muito durante o disco. Com um som mais cru, esse disco precisa ser escutado mais vezes que o anterior para ser bem absorvido, mas definitivamente vale a pena.

44 – Tremonti – All I Was
Tremonti – All I WasO Tremonti é a banda solo do guitarrista do Alter Bridge e Creed, Mark Temonti. Só que aqui o guitarrista não faz o Pop Rock meia boca do Creed nem o Rock Alternativo flertante com o Hard Rock do Alter Bridge, e sim uma pesada mistura do Hard Rock com Heavy Metal, com elementos de Speed Metal também. Sem frescuras, pesado, riffs e mais riffs, mas ainda acessível. A “cozinha” aqui o acompanha muito bem, mas o que mais surpreende é Mark ir tão bem como vocalista, por mais que ele fosse um ótimo backing vocal no Alter Bridge.

43 – Muse – The 2nd Law

Muse – The 2nd LawO Muse já saiu a muito tempo da sombra do Radiohead e agora tenta ser a maior banda de Rock da atualidade. Agora com The 2nd Law, o Muse parece ter entrado de cabeça em uma fase de experimentos (que quase toda banda passa), só que a banda se mostrou muito competente e dosou muito bem os diferentes elementos que trouxeram ao seu som. Muitos fãs “xiitas” vão virar a cara para essa nova proposta da banda, mas isso não vai tirar nem um pouco o mérito da qualidade do disco.

42 – Fear Factory – The Industrialist
Fear Factory – The IndustrialistO Fear Factory é provavelmente a banda mais marcante do tal Metal Industrial, sendo mais pesado do que parece. The Industralist marca a banda mais pesada do que nunca, complexa, moderna e extremamente agressiva. Os riffs de Cazares são tão empolgantes como agressivos, e o vocal de Burton é tão bom quanto variado. A bateria é programada, mas isso não interfere em nada na qualidade do disco, um dos melhores da banda.

41 – Mark Lanegan Band – Blues Funeral
Mark Lanegan Band - Blues FuneralO novo disco solo do excelente vocalista Mark Lanegan (ex-Screaming Trees), apesar de capa, é muito menos animado do que parece. Pelo contrário, o disco é melancólico, arrisco dizer que é até mórbido, passando sentimentos profundos com sua música que é facilmente sentido pelo ouvinte. Tudo parece se encaixar no disco, a única coisa que se destaca além do clima do disco é o vocal de Mark, excelente como sempre. Talvez não seja o melhor disco para se ouvir em um dia triste, e é isso que faz de Blues Funeral algo melhor do que já é.

Futebol: A polêmica final entre São Paulo e Tigre

Lucas

Querendo ou não, a final da Copa Sul-Americana desse ano marcará e manchará a história tanto do São Paulo quanto do Tigre. O que aconteceu ali foi apenas uma bola de neve e tenho minha teoria do caso. Tudo começou com a jogo de ida na Argentina, onde o Tigre mostrou que tenta vencer no psicológico, pois não tem a menor condição técnica pra vencer na bola. Tudo bem que eliminaram o Millonarios, time que vinha fortíssimo essa temporada, mas o que eles fizeram contra os colombianos foi quase a mesma coisa que o Chelsea fez com o Barcelona na última Champions League. Bateram, bateram, e bateram denovo. Provocaram. Foi a velha catimba argentina que dessa vez veio no seu limite, e deu quela confusão toda, e o clima ficou feio.

A primeira confusão aqui em São Paulo foi quando o ônibus dos argentinos foi depredado, claro que por torcedores imbecis. Depois os paulistas que já não haviam deixado seus adversários reconhecerem o campo com a desculpa do desgaste por causa do show da Madonna, não deixaram eles realizarem o aquecimento no gramado. Pra mim isso foi o jeito do São Paulo se “vingar” do tanto que apanhou na semana anterior. Mas é claro que os argentinos não respeitaram, acharam uma brecha e se aqueceram no campo com cara debochadas. Pra mim a confusão começou aqui. Quando o jogo começou, foi o esperado, o São Paulo mostrou sua clara superioridade, fez 2 a 0 sem muita dificuldade. Já o Tigre, fez o que sabe: bater. Era pra ter dois jogadores expulsos, aquela cotovelada no Lucas foi ridícula. Mas infelizmente, o juiz é uma baita bunda mole e não fez nada e perdeu controle do jogo.

Vestiário

A provocação do Lucas que causou aquela confusão depois do final do primeiro tempo, resultou em uma expulsão pra cada lado, mas a confusão foi tanto que ninguém reparou. Aqui deixo a minha teoria, pelas várias notícias que li e do que ouvi na hora, o mais provável é que os jogadores do Tigre foram arranjar confusão com os são paulinos e encontraram 10 seguranças e deu no que deu. Se fosse outro time, não acharia que seria algo assim, mas um time que se mostrou totalmente provocador e sem educação alguma o tempo todo, era o que se esperava mesmo. E essa história de armas de fogo, duvido que seja verdade, afinal, segurança de clube não tem licença para ter uma arma de fogo. Sendo assim, nem os jogadores do São Paulo nem a diretoria tem culpa por essa confusão vergonhosa, e agora tem de arcar com a tremenda imagem negativa que gerou não apenas pro time, mas sim para todo o país.

O que mais me impressionou foi como a imprensa argentina foi pretensiosa e tratou seus compatriotas como santos, dando pra ver nos sites deles o quanto seu povo em grande maioria é preconceituoso. Muitos comentários chamando os brasileiros de macacos e favelados, ridículo. Agora o que me preocupa é essa tenção que pode se criar entre os dois países durante a próxima Libertadores. Também que pegou mal para o país que vai sediar a copa de 2014. Enfim, no final das contas, o São Paulo mereceu ser campeão apesar de não ter enfrentado nenhum time muito difícil. Mas infelizmente esse é um dos títulos que veio junto com uma mancha para a história do clube.

São Paulo - Campeão Copa Sul-Americana 2012

Música: Epica – Requiem for the Indifferent (2012)

Origem: Holanda
Gênero: Metal Sinfônico
Gravadora: Nuclear Blast

O Epica é conhecido principalmente pela sensualidade de sua vocalista, Simone Simons, também por sua qualidade vocal, claro. Mas para quem conhece mais a fundo a banda, sabe que seu destaque é a sua competência em quase todos os aspectos. Instrumentalmente, não há uma banda de metal sinfônico melhor que o Epica. Os caras simplesmente não falham. Nunca. Além disso, tem uma mulher que é pelo menos uma das cinco melhores vocalistas do Metal, e certamente é a que mais evolui. Seu único problema são os guturais que apesar de competentes, as vezes mais atrapalham que adicionam algo as músicas. O álbum marca a última participação de Yves Huts no baixo da banda, e o fez em ótima forma. Mark Jansen e Isaac Delahaye fazem uma dupla que se reinventa cada vez mais, e o que sobra de criatividade nos riffs da dupla, falta nos guturais do Mark. Ariën van Weesenbeek é com certeza o destaque instrumental da banda, um monstro na bateria e mostra porque é um dos melhores bateristas atualmente do metal. E Simone tem uma das suas melhores atuações vocais na banda.

O CD começa com a introdução épica “Karma”, que traz uma clima grandioso, belíssima abertura. Em seguida vem a porrada “Monopoly On Truth”, que vem com riffs pesadíssimos e uma bateria pulsante simplesmente incrível. Simone tem uma das suas melhores interpretações aqui, tanto quando canta da forma tradicional quanto de forma mais épica. Até assusta o nível que ela chega. Os guturais caem perfeitamente aqui e dueto é uma maravilha. A banda como sempre é super competente instrumentalmente, mas ela se supera no solo, que apesar de curto, é maravilhoso. Pra mim a melhor faixa do disco. Em seguida vem “Storm The Sorrow”, com um clima tenso, até Simons aparecer e guiar a música. A música não é tão pesada como normalmente, mas ainda assim não deve em nada para qualquer outra música do disco, pelo contrário, é uma das mais interessantes. Além de Simone, o Ariën faz valer cada segundo da música pela sua bela atuação aqui. “Delirium” começa com vozes tensas até começar a tocar o piano e começa a bela balada, que conforme ela prossegue, mais grandiosa fica. E é justamente esse clima de grandeza que torna a faixa tão atrativa. Belíssimo solo aqui também.

A próxima é Internal Warfare, mesclando muito peso da bateria com o clima sinfônico. É pesada, mas não tão dinâmica até chegar na parte com os guturais, onde a faixa fica mais interessante ainda. A próxima é a faixa-título, com riffs muito interessantes e tem uma introdução um tanto quanto diferente, lembrando algo do Oriente Médio. Depois a faixa “explode” em riffs muito inspirados e com clima épico, quebrado (acredito que de propósito) pelos guturais de Jansen. Depois do solo, há um breve clima mais belo que é interrompido pelos guturais, seguido do retorno da parte épica. A seguinte é “Anima”, uma curta e bela música no piano. A seguinte é “Guilty Demeanor”, a música segue o estilo básico da banda, só que a curiosidade da vez é que ela dura quase 4 minutos, tenso a média comum das músicas em geral e não algo normal pra banda (a maioria tem mais de 6 minutos, algumas quase chegam a 10, em uma banda que está longe do progressivo, apesar de bem técnica). Mais uma faixa interessante por sua bela execução na proposta fórmula da banda que sempre funciona.

A seguinte é “Deep Water Horizon” é mais uma balada grandiosa, tendo um início que cairia bem em MUITOS filmes. Como não poderia ser diferente nesse tipo de música de som, o destaque é de Simone, que nocauteia o ouvinte com uma interpretação excelente. Os guturais aparecem aqui, mas pela primeira vez de forma totalmente desnecessária, se deixassem apenas o solo seguida por uma parte instrumental até Simone voltar à música, teria um resultado bem melhor. Ainda assim, é uma ótima faixa. A próxima é “Stay The Course”, que começa com riffs empolgantes e com um clima lembrando muito o After Forever. Os guturais não caem bem nessa música como nas primeiras faixas no início e só soa interessante depois da metade da faixa. Pelo menos Simone e a parte instrumental compensam totalmente isso, principalmente pelos riffs pesadamente sedutores. A seguinte é “Deter The Tyrant”, mais uma faixa que se destaca pelos riffs, mas pela primeira vez no disco a parte “épica” de Simone não convence tanto assim. Mas isso não atrapalha muito a faixa, já que em sua maioria ela canta na sua forma tradicional.

A penúltima faixa é “Avalanche”, que começa com um clima interessante, até começar belos acordes juntos com a voz de Simone. A parte instrumental vai crescendo aos poucos até ficar pesada como normalmente quando entram os guturais. A partir daqui, a música entra em uma variação entra o canto tradicional de Simone com seu lado épico junto com os guturais, sendo seguido por um riff matador. O disco é finalizado com “Serenade Of Self-Destruction”, que começa com um clima belo até se tornar sinfônico, em seguida se tornando pesado também. Apesar de conter partes cantadas, a música é praticamente instrumental. E o Epica é uma banda tem o “jogo” garantido no lado instrumental, então é um fim espetacular e climático, às vezes até um pouco cinematográfico. Ao fim da faixa, a sensação é maravilhosa, como se tivessem sido quase 10 minutos de uma estranha viagem dentro do mundo dessa música. Não consigo pensar em melhor maneira de fechar o disco.

Requiem For The Indifferent é definitivamente um dos melhores discos lançados em 2012. O Epica não conseguiu igualar sua obra-prima aqui (Design Your Universe), mas chegou bem perto, com um material fantástico e criativo. A banda soa cada vez mais coesa e madura e só falha aqui na minha visão por algumas vezes os guturais não tão bem encaixados depois da metade do disco, mas talvez isso seja apenas algo que me incomode, mas soe normal para a maioria dos fãs. Mas um aviso: esse provavelmente é disco da banda menos fácil de ser “absorvido” pelo ouvinte. É tipo de disco que tem que ser ouvido diversas vezes para ser bem compreendido. Mas o resultado definitivamente vale a pena, não apenas para fãs do metal sinfônico, mas sim para fãs do metal pesado em geral.

Nota: 93/100

Música: Evanescence – Origin (2000)

Origem: Estados Unidos
Gêneros: Rock Alternativo, Acústico, Eletrônica, New Age
Gravadora: Bigwig Enterpresis

Em 2003, o Evanescence lançou seu álbum de estréia em estúdio, o Fallen, vendendo quase 20 milhões de discos no mundo. Guiados pelos hits “Going Under”, “My Immortal” e principalmente “Bring Me To Life”, a banda liderada por Amy Lee conseguiu em 2003 se tornar uma das mais conhecidas no planeta. Mas antes disso, 3 anos antes (em 2000 mais precisamente), a banda vendia seu primeiro álbum (que não foi feito em estúdio), Origin. O disco é considerado por Amy Lee como uma coletânea das melhores gravações caseiras da banda, e não um álbum propriamente dito.

Esse disco vendeu 2500 unidades durante seus shows ao vivo e hoje é uma raridade encontrar o álbum à venda. Na internet, é possível compra-lo, mas com valores altíssimos e sem a garantia de se tratar do produto original, e não somente uma cópia. Na época em que a banda ficou famosa e a procura pelo trabalho aumentou, a própria Amy Lee aconselhou aos fãs baixarem o disco pela internet.

O Evanescence é definitivamente marcado pela vocalista Amy Lee. Foi sua voz de nível soprano que conseguiu tantos fãs pelo mundo. Desde sempre, o restante da banda sempre serviu mais para acompanhá-la do que qualquer outra coisa. O instrumental do Evanescence não impressiona mas é satisfatório. O que acabaram se destacando principalmente foram as partes de teclado/piano e de bateria. Soa como se Lee fosse artista solo, o que definitivamente não é algo ruim.

Nesse disco, a proposta é bem diferente do que os fãs da fase de sucesso da banda estão acostumados à ouvir. As músicas tem um ritmo menos acelerado, alguns pequenos corais durante as músicas, a voz de Amy soa um pouco mais obscura aqui. Mas uma coisa indispensável de destacar são as partes eletrônicas no disco. Não, não espere nada de Satisfaction para poder sair dançando por ai. São toques que aparecem na maioria das músicas que criam uma atmosfera única. Os acordes de algumas músicas também deixam um clima um pouco acústico.

Uma coisa que é inegável é sua profundidade. Talvez Lee sempre jogar suas emoções em sua música tenham causado isso, ainda com o apoio de Ben Moody, que segue a mesma linha de direção musical da vocalista. As letras podem mexer com as pessoas mais emotivas ou que passam por algum momento difícil. Apesar de não ser músicas boas para serem escutadas por pessoas assim, são elas que fazem boa parte dos fãs. Nessa época em que o guitarrista Ben Moody ainda estava banda, há algumas influências religiosas nas músicas, nada muito significativa, mas estão lá.

A primeira faixa é a que dá título ao disco, “Origin”. Ela é apenas um introdução com alguns barulhos que criam uma boa atmosfera para a segunda música, “Whisper”. Essa versão é diferente da do Fallen em certos aspectos. O uso eletrônico dá um clima mais sombrio para a voz de Amy, como para a música também. Aqui a música é mais lenta que a versão do Fallen e bateria tem mais destaque (coisa normal em gravações caseiras). A música é boa, tem um refrão legal e tem um belo solo (coisa que não é normal de se ver no Evanescence). A terceira faixa é tocada nos shows ao vivo até hoje, “Imaginary”. Ela começa com o piano e a voz tranquila de Lee, até que a banda entra dando certo peso a música. Aqui, Lee eleva sua voz em vários momentos. Destaque para o pequeno coral durante o solo. Mais uma boa música, que acabou ficando mais dinâmica no Fallen.

Toda banda que se preze que tenha algum sucesso, tem 2 ou 3 músicas que sempre são pedidas e são a cara da banda. Posso citar alguns exemplos como “Enter Sandman”, “Master Of Puppets” e “One” do Metallica, “Welcome To The Jungle”, “November Rain” e “Sweet Child O Mine” do Guns N Roses e “The Number Of The Beast”, “2 Minutes To Midnight” e “The Trooper” do Iron Maiden. São músicas que marcam e provavelmente serão as únicas conhecidas de quem não é fã de tal banda. No caso do Evanescence, uma dessas músicas é a quarta faixa, “My Immortal”. Nessa versão, utilizam apenas do piano em toda a música. Apesar de ser considerada demasiadamente “manjada” após tanto esses anos, é inegável a beleza da faixa. Essa versão somente com o piano deixa essa balada mais bela ainda.

A quinta faixa é “Where Will You Go?”, uma das melhores do disco, que poderia ter entrado no Fallen. Aqui os tais toques eletrônicos estão disfarçadamente em toda a música. Os backing vocals de David Hodges consegue ajudar a passar ainda melhor a música. O refrão é muito pegajoso, apesar de não parecer ser proposital. A mistura bateria/guitarra/piano é muito bem executada aqui. A sexta faixa é outra que está entre as melhores do disco, “Fields Of Innocence”. Os acordes aqui são excentes e muito atrativos, assim como a voz de Lee. Talvez seja aqui que a voz da bela vocalista mais soe atrativa. Mais uma vez, os pequenos corais elevam a música. Excelente faixa.

A sétima faixa é “Even In Death”. Apesar de não ser tão boa se comparada com as anteriores, continua sendo uma boa música. De todo disco, é a segunda com mais presença de elementos eletrônicos que aparecem constatemente em toda a música. A faixa não é muito atrativa na primeira audição, mas conforme vai escutando-a, isso muda. Isso é basicamente o Evanescence nesse álbum, muito menos atrativo comercialmente, mas mantendo qualidade e pode ficar até viciante após um certo tempo.

A oitava faixa é “Anywhere”, que sem dúvidas também é uma das melhores do disco. Ela começa calma e vai crescendo cada vez mais, até chegar no refrão, que vicia. Isso vai se repetindo pela música várias vezes, é uma bela música. A bateria ajuda na climatização da música e Hodges vai muito bem nos backing vocals. A próxima é a mais “pesada” do disco, a nona faixa, “Lies”. A música começa com Amy elevando sua voz até a bateria começar, os outros intrumentos entram mas a bateria é que continua com mais destaque. A presença de Bruce Fitzhugh, vocalista mais conhecido do Living Sacrifice, é muito mais sentida aqui com o peso que trás com seus urros (e faz isso muito bem). Mais outra música muito boa.

A décima faixa é “Away From Me”. Mais uma vez, o início tem toques eletrônicos. Nessa música, Amy Lee consegue cativar ainda mais. A voz dela é simplesmente incrível e muito natural. É mais uma música cativante, e sem dúvidas o destaque aqui é a vocalista, mais que o normal. A última faixa (décima primeira) é a instrumental “Eternal”. O único motivo de “Even In Death” não ser a música com mais toques eletrônicos é ela. Na primeira parte da música, não tem nada que se destaque, pois a banda mistura bem vários elementos para criar algo audivelmente agradável. A segunda parte começa com uma chuva por algum tempo, alguns acordes, e vem uma bela parte que mistura o piano com o som da chuva. Na terceira parte, um clima mais sombrio pra fechar com chave de ouro o disco.

A qualidade desse álbum é incontestável. O grupo conseguiu colocar muita coisa eletrônica e sair com um resultado excelente. A primeira demo da banda tem uma proposta de músicas mais bonitas do que em seus sucessores de estúdio, mas de mesma qualidade. Sem duvida Amy Lee é uma das melhores vocalistas que o mundo já viu. Se você é fã de metal e não consegue ouvir mulher cantando sem ser algo como o Arch Enemy, não é esse disco que mudará algo. Mas pra quem é fã da bandas como o Nightwish e Within Temptation, ou que simplesmente quer ouvir boas músicas bonitas, podem dar uma chance ao disco. O importante é escutar sem preconceitos e desfrutar.

Nota: 81/100

Música: Kill Devil Hill – Kill Devil Hill (2012)

Origem: Estados Unidos
Gênero: Heavy Metal, Doom Metal
Gravadora: PSV

O Kill Devil Hill chamou atençou quando se formou ano passado principalmente por ser a nova banda de Vinny Appice (ex-Black Sabbath, Heaven & Hell e Dio) e Rex Brown (ex-Pantera e Down), com os membros afirmando que se tratava mesmo de uma banda, e não apenas um projeto paralelo. O som da banda é bem moderno, e mistura o Heavy Metal com o Doom Metal, como se fosse uma mistura de Alice In Chains e o Black Sabbath da era do Tony Martin. Principal membro da banda, Vinny mostra que apesar de não mostrar nada muito inovador, quando ele está numa banda, a bateria vai estar garantido com alto nível. O mesmo pode se dizer de Rex Brown, que faz riffs intensos, muito mais do que esperava. Mark Zavon se mostrou excelente na hora de criar os riffs, eles são excelentes e criativos, mas decepciona bastante na hora dos solos (lembrando o Kirk Hammett ao vivo). A maior surpresa pra mim é Dewey Bragg, que tem uma voz intensa e muito diversificada. Com sua atuação aqui, entrou na minha lista de vocalistas para se acompanhar hoje em dia.

A primeira faixa é War Machine, que contém riffs excelentes, um ótimo desempenho vocal de Dewey Bragg e Vinny Appice mostra seu alto nível na bateria logo no início. Uma faixa empolgante para abrir o disco. A seguinte é Hangman, que é um pouco mais cadenciada, e soando muito como uma versão mais pesada do Alice In Chains. É uma faixa onde tudo se encaixa muito bem, dando continuidade ao alto nível da primeira música. Voodoo Doll tem tudo muito bem dosado, todos fazem seu trabalho de forma competente mas não impressionam muito, sendo apenas uma boa faixa. Gates Of Hell volta de modo mais intenso para o lado cadenciado da banda, levando mais para o Doom Metal. Os riffs aqui são simples, mas sedutores. O solo dela começa chato mas vai melhorando, satisfazendo o ouvinte. Rise From The Shadows tem uma pegada que lembra muito o projeto solo de Tony Iommi com Glenn Hughes, só que um pouco mais sombrio. Rex Brown simplesmente detona nessa faixa. A interpretação de Bragg surpreende, pois ele sabe dosar sua voz de forma magnífica.

We’re All Gonna Die soa mais acessível e seria uma ótima escolha para single com War Machine, pois tem riffs e vocais atrativos, por mais arrastados que sejam. Strange começa com intensos riffs, com Rex e Mark fazendo a música melhorar muito, mas ainda assim não aparece acompanhar o nível do álbum. O solo é bem chatinho. Time & Time Again segue a estrutura básica das faixas anteriores, cadenciada, mas também não tem nada muito especial. Old Man tem uma pegada mais empolgante, com riffs que já valem a música, dessa vez tendo um solo bem legal. Bragg grunhe de forma estranha às vezes, alguns irão gostar, outros não. Mysterious Ways vai mais pro lado do Southern Rock, sendo uma inesperada e agradável balada. Dewey mostra o tão diversificado ele pode ser. Up In Flames é uma semi-balada, agora voltando à pegada Doom, mas vai além dos clichês das baladas e fizeram uma das melhores faixas do disco, com muito “feeling”. Revenge não era a faixa adequada para finalizar o disco, pois não tem nada assim de especial que te faça ter uma opinião melhor do disco por causa dela. Ainda assim é uma boa faixa com Appice inspirado e um ótimo solo, mas o final da música parece especialmente feita para o fim do álbum, e bem mal feita.

Eu não esperava tanto do disco por não ter expectativa por não conhecer Dewey e Mark, mas os dois me surpreenderam. Somando os trabalhos competentes como sempre mas nada muito inovadorde Appice e Brown, o disco de estréia da banda é bem agradável apesar das várias quedas durante o disco.

Nota: 78/100

My Top: 10 melhores músicas do Metallica

Uma banda clássica como o Metallica, que tem mais de 100 músicas, com tantos cds bons, é difícil fazer um top 10. Mas uma coisa não tem como negar: os melhores anos da banda compondo foram nos anos 80, tanto que todas as músicas desse top 10 são dessa época. Acompanhe a lista abaixo:

 

“Fade To Black” – Ride The Lightning (1984)
Fade To Black foi a primeira música a ser criticada por parte de seus fãs (os que tem a mente fechada) por ser uma semi-balada. Foi a primeira, que seria seguida por maravilhas como One e Welcome Home. Seu início é belo, se tornando mais intenso em certas partes, como se fosse um lindo dueto de violão e guitarra. Isso até a música se tornar cada vez mais pesada e acabar em um solo maravilhoso. É uma das músicas mais elegantes da banda.

 

“Ride The Lightning” – Ride The Lightning (1984)
Ride The Lightning para mim é a música mais desvalorizada do Metallica, não vejo quase ninguém falando dela! A letra é sensacional, mesmo não sendo um grande vocalista tecnicamente ainda, James tem uma interpretação invejável aqui. A música tem um dos riffs mais legais da banda, assim como o refrão. Seu enorme solo é incontestável.

 

“Welcome Home (Sanitaruim)” – Master Of Puppets (1986)
Se perguntar para os fãs do Metallica uma bela música, uma boa parte diria Nothing Else Matters ou alguma das THe Unforgivens (são tristes, mas isso não tira suas belezas). Eu diria Welcome Home. Sanitarium é linda. Não é daquelas faixas que fariam sucesso na rádio provavelmente, seu refrão pelo menos me mostra isso. Mas ainda assim seu início é tão sedutor, que é difícil descrever, até ser quebrado pelo refrão. Até mostrar sua parte mais intensa e continuar o show de forma diferente. Mas o que me chama atenção nela mesmo é seu início, mas não que a parte final deva algo em qualidade em relação ao início.

 

“One” – …And Justice For All (1988)
One é extremamente injustiçada por ser uma das faixas mais famosas do Metallica, o que sempre faz a música ser criticada (Fuel, principalmente). Essa música tem algo especial, mesmo seguindo o modelo básico de semi-balada da banda (começa lenta e bela, até ficar pulsante e agressiva). Aqui tudo é sensacional, principalmente entre a passagem da parte lenta para a mais rápida, mas o principal destaque é o solo.

 

“Creeping Death” – Ride The Lightning (1984)
Existem 3 músicas do Metallica com inícios matadores: Master Of Puppets, For Whom The Bells Tells e Creeping Death. É daquele tipo de música que você ouve e pensa “é Creeping Death, porra!”. Tem Kirk com riff maníacos, sensacionais, Lars em uma das suas melhores performances e James com uma interepretação da letra que chega a assustar. Para mim, Creeping Death disputa com Fuel o título de música mais empolgante do Metallica. E também tem uma das melhores letras da banda.

 

“Master Of Puppets” – Master Of Puppets (1986)
O riff de Master Of Puppets é um dos mais memoráveis da história do metal. Qualquer fã poser com o mínimo de conhecimento o conhece (talvez por isso a música seja tão desvalorizada). A música é agressiva, tem letra excelente (uma das melhores da banda) e é uma das mais empolgantes da banda. Além de tudo, no meio dela, tem em sua parte lenta uma das coisas mais harmoniosas que já ouvi, linda. O solo é o meu favorito de todas as músicas da banda. O destaque são seus riffs “quebrados”, incrivelmente sedutores.

 

“For Whom The Bell Tolls” – Ride The Lightning (1984)
Eu costumava pensar que Hells Bells do AC/DC era a coisa mais incrível com sinos. Ai ouvi essa música. Toda vez que a escuto, os pelos do meu braço arrepiam. É o melhor início climático que já ouvi em qualquer música. Nada aqui é exagerado, é tudo bem colocado e dosado, resultando em um clássico fenômenal. E é assim por toda a música, tanto que no fim dela, toda vez, fico impressionado com tudo que acontece nela. Essa música tem algo muito especial nela que não tem como ser explicado.

 

“Battery” – Master Of Puppets (1986)
Não lembro de quando ouvi Battery pela primeira vez, mas sei que fiquei babando não acreditando no que tinha acabado de ouvir. Após um início lindo com violões espanhóis, a bateria entra na música, até ela explodir em riffs maravilhosos e uma bateria que faz qualquer fã de metal quase quebrar o pescoço. É uma daquelas faixas que quem conhece, dificilmente consegue ouvir sem cantar junto. O solo é maravilhoso e fim da música é matador.

 

“Blackned” – …And Justice For All (1988)
Blackned é uma das músicas mais incríveis que já ouvi. Em momentos tem belos acordes, em outros riffs agressivos e a bateria pulsante. O vocal de James é tão agressivo quanto os riffs. O solo é maravilhoso. Melhor ainda é o refrão. A letra sombria é incrível. Quem tiver a oportunidade de aumentar o volume do baixo (que é baixo na música normal), o faça, pois Jason faz um trabalho incrível aqui também. Tinha tudo para ser a melhor música do Metallica se não fosse pela música abaixo.

 

“Orion” – Master Of Puppets (1988)
Se eu tivesse que escolher uma música que soasse mágica aos meus ouvidos no metal, definitivamente seria Orion. Quando a escuto, sinto a mesma sensação maravilhosa ao ouvir Moonlight Sonata do Beethoven por exemplo. Essa faixa representa o fantástico compositor que Cliff Burton era, tudo se encaixa perfeitamente, apenas ouvindo para se entender. A melhor parte sem dúvidas é a parte mais lenta da faixa, é uma viagem sem limites.