My Top: Os melhores discos de 2012 (Rock/Metal) – Parte 5

10 – Flying Colors – Flying Colors
Flying Colors – Flying ColorsO Flying Colors é mais um supergrupo que criou muita expectativa e surpreendeu mais ainda. O disco chamou atenção por um dos projetos de Mike Portnoy depois que saiu do Dream Theater, mas não é ele que rouba a cena. Steve Morse mostra o guitarrista genial que é e rouba a cena, além do surpreendente Casey McPherson, que se encaixa perfeitamente ao som da banda, sendo perto muito importante dela. A banda rouba a cena por ser eclética em seu som e viajar pelo Hard Rock, Pop, Progressivo, Heavy Metal e as vezes até com o funk. Tudo com uma técnica impressionante, uma gravação de alta qualidade e muita criatividade. Para quem não é preconceituoso com o Pop, é um CD obrigatório!

9 – Baroness – Yellow & Green
Baroness – Yellow & GreenO Baroness é depois do Mastodon, a banda mais expressiva do Sludge Metal. E assim como o Mastodon, a banda foi corajosa e trouxe uma ousada e competente mudança ao seu som, sendo difícil de especificá-lo em apenas um tipo de gênero. Alguns podem acusar a banda de vendida por ter deixado o Metal mais de lado para se aventurar no Rock, mas esse disco é o que precisa de mais audições para ser bem compreendido e absorvido, o que contrária à ideia pop que dizem envolver o álbum. Em dois discos, o que se escuta é uma banda extremamente criativa, ainda mais do já que parecia.

8 – Anathema – Weather Systems
Anathema - Weather SystemsPara alguns, o rumo atual do Anathema pode dar certo desgosto, assim como acontece com qualquer banda que mude tanto sua proposta. Antigamente a banda fazia parte da trindade do Doom/Gothic Metal, junto com Katatonia e Paradise Lost, hoje a banda se aventura de forma magnifica em um Rock Progressivo viajante e atmosférico, incrivelmente delicioso de ouvir. Todos os aspectos dos discos impressionam. Sempre se espera coisas boas vindas do Anathema, mas dessa vez a banda se superou.

7 – Gojira – L’Enfant Sauvage
Gojira - L'Enfant SauvageConfesso que não sou nem um pouco fã de Death Metal (tanto que o mais próximo do gênero que chego é o Opeth) mas tive que me render diante da genialidade dos franceses do Gojira. Fazendo um Death Metal Progressivo, as faixas são extramente pesadas, mas fugindo de qualquer clichê e trazendo uma experiência única ao apostar no experimentalismo e nas suas técnicas, a banda cria uma experiência única ao ouvinte. Chegando ao seu quinto álbum, o alto nível da banda se mantém e esse disco deve agradar até mesmo fãs de outros gêneros do metal.

6 – Between The Buried And Me – The Parallax II: Future Sequence
Between The Buried And Me - The Parallax II Future SequenceO Between The Buried And Me lançou um disco maravilhoso e extremamente complexo, flertando com tantos gêneros que é difícil até escolher um em que eles se foquem. Demonstrando uma técnica enorme, a banda viaja entre o Death Meta técnico, Metalcore, progressivo e até o Jazz em alguns momentos. Além de ser um disco que demora pra ser absorvido, porque além de ser muito pesado, têm longos 72 minutos, em que é mantido um alto nível de maneira magnífica, principalmente pela maturidade sonora.

5 – Sylvan – Sceneries
Sylvan – SceneriesQuando ouvi o Sylvan pela primeira vez, reparei que não haveria como considerá-la como uma banda de Rock Progressivo comum, e sim escutá-la como escuto o Pink Floyd, ignorando que é uma banda de Rock e concentrando apenas a proposta do seu som. O som do Sylvan é um deleite musical tão enorme que é muito difícil prestar atenção nos detalhes e não apenas viajar dentro das músicas. Sendo um álbum duplo que juntos tem mais de 90 minutos, a banda passa emoção e musicalidade tão rica que só sinto escutando algumas coisas da música clássica. Sinceramente, acho que essa é banda que pode trazer o que há de mais belo e ainda ser uma banda de Rock. Uma delícia de álbum.

4 – Beyond The Bridge – The Old Man and The Spirit
Beyond The Bridge - The Old Man and The SpiritTudo em volta do projeto do debut The Old Man And The Spirit é fantástico. A banda começou em 1999 como Fallout, mas os integrantes deixaram o projeto de lado para se concentrarem nos estudos. Retornaram com o projeto em 2005 e passaram 7 anos para lançar o disco! E não é um Chinese Democracy da vida, claramente o tempo foi bem gasto nas composições para chegarem em um resultado tão grandioso. Tudo que acontece no disco gira em volta de sua grandioso história (o álbum é conceitual), com faixas envolventes e técnicas. É um dos discos mais ricos musicalmente que tive o prazer de ouvir.

3 – The Night Flight Orchestra – Internal Affairs
The Night Flight Orchestra - Internal AffairsApesar de seus fãs serem bem radicais, a maioria dos músicos do metal tem como base bandas de Rock clássico e até do Pop em sua formação musical, e isso explica o porque de tantos resolverem se aventurar por esse lado da música em algum ponto de suas carreiras. Isso explica porque Björn Strid (Soilwork) e Sharlee D’Angelo (Arch Enemy) trouxeram esse projeito. Com um som setentista, a banda faz Rock N’Roll flertando com o Pop, Soul, Funk e Folk, com muito bom gosto. É um som extremamente rico e ainda muito acessível, é o tipo de som que a gente torce pra chegar nas “grandes massas”, porque é acessível e é maravilhoso.

2 – Testament – Dark Roots Of Earth
Testament – Dark Roots Of EarthSe as bandas de Thrash Metal parecem ter voltado a ter força, nenhuma banda no gênero vem tão forte quanto o Testament. Nem mesmo o Kreator ou o Slayer. E surgindo como uma evolução natural do ótimo The Formation of Damnation, Dark Roots Of Earth vem para disputar com o clássico The Gathering o título de melhor disco da banda. Quando escuto esse disco, sinto como se a banda tivesse feito o que o Metallica tentou fazer em Death Magnetic: Um Thrash moderno, que flerta com muitas coisas mas não perde a identidade. Todos os fatores do disco são acima da média, mas os riffs que Alex Skolnick são ainda melhores. Um clássico moderno do Thrash Metal.

1 – Rush – Clockwork Angels
Rush – Clockwork AngelsO Rush é uma caso raro: uma banda que muitos fãs mas ainda assim fica para trás quando se trata das listas de melhores banda do Rock. As consideradas 3 melhores bandas de Rock da história são Led Zeppelin, Deep Purple e o Pink Floyd, mas sinceramente, o Rush é tão boa e importante quanto eles, influênciando toda uma geração. Talvez por ser uma banda “cult”, que não chegou a todos, tenha ficado de lado. Desde os anos 90, o Rush vem fazendo álbuns muito bons, mas bem abaixo do que a banda tinha feito na sua época clássica. E esse jejum acabou com Clockwork Angels, que para mim é o melhor disco da banda desde Power Windows. A banda se reinventou, tem um som moderno, mas sem perder a maestria. Com muita técnica, aliada a excelente produção onde tudo no disco se escuta muito bem, a banda músicas que demoram um pouco para serem digeridas, mas após algumas audições, se mostram incríveis. Apesar de ter talvez o melhor baterista de todos os tempos, Neal Peart, mas Geddy Lee e principalmente Alex Lifeson são os destaques aqui. Os dois são dois dos melhores no que fazem, mas infelizmente ficaram na sombra da genialidade de Peart. É um disco obrigatório para qualquer fã de música.

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