My Top: Os melhores discos de 2012 (Rock/Metal) – Parte 4

20 – Paradise Lost – Tragic Idol
illustration bicroO Paradise Lost, assim como muitas outras bandas, sofreu com sua época de experimentalismo. A banda com isso, decepcionou muitos fãs antigos e conseguiu outros novos. Felizmente (infelizmente para alguns), a banda voltou aos poucos a fazer um som mais pesado e menos experimental desde In Requiem de 2007, e Tragic Idol marca a volta da banda ao seu som pesado e sombrio, com a maestria esperada da banda há muito tempo.

19 – Soundgarden – King Animal
Soundgarden – King AnimalO Soundgarden foi uma das bandas que mais fizeram sucesso nos anos 90 e depois do retorno da banda, a expectativa pelo novo álbum era enorme. E a surpresa (para mim, maravilhosa) é que a banda não tenta fazer um resgate ao seu som antigo, algo nostálgico, e sim uma mudança natural no som da banda, como se não tivesse demorado tantos anos por esse disco. O som é mais direto, e as faixas não tem muitos destaques, o destaque em si é o conjunto da obra, com todos as faixas sendo ótimas. É excelente ter uma banda tão boa e com tanta visibilidade como o Soundgarden de volta.

18 – Lethian Dreams – Season of Raven Words
Lethian Dreams - Season of Raven WordsO Lethian Dreams é uma banda de Doom Metal que se diferencia muito do som comum do gênero, principalmente agora com o que trouxeram em Season Of Raven Words. Ela faz um som muito atmosférico, e de maneira excelente. Mas o que verdadeiramente diferencia a banda é o vocal de Carline Van Roos, que de modo maravilhoso, combina sua linda voz com a atmosfera criada em cada música. Pode não ser o que um fã do Doom espera do gênero, e isso é mais um motivo pra se valorizar o que o Lethian Dreams fez aqui.

17 – Soulfly – Enslaved
Soulfly – EnslavedEnslaved, o novo disco do Soulfly, mostra que Max pode ignorar esses pedidos de voltar a fazer algo no Sepultura porque sua criatividade está absurdamente ótima. O Soulfly aqui é principalmente Thrash Metal, mas as vezes flerta com o Death Metal, além de ainda ter um som bastante moderno. Ou seja, não é um retorno ao som clássico do Sepultura ou algo assim. A banda criou sua nova identidade, e ela é pesada, agressiva e extremamente criativa.

16 – The Cult – Choice Of Weapon
The Cult – Choice Of WeaponO The Cult é do tipo de banda que faz muito sucesso, mas ainda assim, é extremamente desvalorizada. A banda é um das poucas que pode se orgulhar de fazer tantos músicos se tornarem tanto seus fãs. A banda já se concentrou em vários gêneros, mas quando a banda se concentra no Hard Rock, não há erro. E Choice Of Weapon não é um nenhuma exceção. Com uma criatividade de dar inveja, a música traz músicas extremamente bem compostas, que soam ótimas (talvez por causa do produtor ser Bob Rock) e moderna. É estranhamente prazeroso ver que há como ver como bandas clássicas ainda conseguem ir bem trazendo modernidade ao som, mas sem perder suas características.

15 – Headspace – I Am Anonymous
Headspace - I Am AnonymousO Headspace é uma banda que tem como líder Adam Wakeman, ex-tecladista do Black Sabbath e Ozzy Osbourne. Mesmo tendo tal currículo, ele não conseguiu chamar muita atenção para sua banda, mas conseguiu a minha. A sua banda pratica um Metal Progressivo de um nivel de criatividade que não há no gênero há muito tempo (não nesse nível). O som é moderno, melódico e como esperado, muito técnico. A ideia por de trás do disco também é muito legal. Definitivamente seria considerado um clássico do gênero se tivesse conseguido visibilidade.

14 – Candlemass – Psalms for the Dead
Candlemass - Psalms for the DeadO Candlemass é provavelmente a maior e melhor banda de Doom Metal e um das mais respeitadas do metal, que infelizmente anunciou que esse seria seu último disco, e que a banda deveria se despedir de seus fãs com uma turnê final. Com o seu com cadenciado de sempre, pesado, melancólico, e agora um pouco mais grudento que o normal, a banda trouxe um disco maravilhoso. As faixas podem ser mais simples do que o esperado, mas talvez esse seja o grande trunfo do álbum, pois as faixas ficam na cabeça e tem grande impacto. Agora é torcer para que o Candlemass siga o exemplo do Scorpions e deixe a aposentadoria pra lá, porque a banda ainda mostra estar longe de perder a maestria.

13 – Kreator – Phantom Antichrist
Kreator – Phantom AntichristO Kreator é definitivamente a melhor banda de Thrash Metal que já saiu da Alemanha e uma das melhores do mundo (para muitos, a melhor). Depois de acabar com sua fase experimental em 2001 com Violent Revolution, a banda vem fazendo seus fãs felizes por só trazer albuns pesados e com a qualidade que todos esperam da banda. E Phanton Antichrist segue a mesma linha, que apesar de poder soar parecido com os últimos discos, é excelente e realmente impressiona por ser tão direto e coeso. Se um disco representar o nível do Kreator, ele será excelente. E definitivamente, Phantom Antichrist representa.

12 – Epica – Requiem For The Indifferent
Epica - Requiem For The IndifferentRequiem For The Indifferent pode não ser tão bom quanto a obra-prima da banda (Design Your Universe), mas é quase tão bom quanto. A banda aqui se mostrou mais pesada e técnica que nunca, tanto que o disco se tornou o mais difícil de ser absorver da banda. Mas depois de várias audições, é fácil perceber como é um dos melhores discos do ano e disparado o melhor do gênero. A banda está mais madura e ouvir o nível que Simone Simons conseguiu chega a ser assustador. Esse álbum também é o último do baixista Yves Huts na banda.

11 – In The Silence – A Fair Dream Gone Mad
In The Silence - A Fair Dream Gone MadNaquela lista dos melhores debuts, podem definitivamente dar um bom lugar para essa estréia maravilhosa do In The Silence. Para quem gosta do lado mais acústico do Opeth e principalmente do Katatonia, o disco é um prato cheio. A banda traz músicas extremamente bem compostas, com vários elementos progressivos e riffs intensos, mas ainda assim a banda soa acessível a sua maneira. Mas um dos pontos de mais destaque é como a banda é melancólica, com as bandas jogando sentimentos no ouvinte de forma impressionante. Essa grande mistura da banda trouxe um dos discos mais gostosos de se ouvir desse ano.

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